O caminho não importa.


Eu não sou aquele tipo de pessoa que você gostaria de ter por perto (não a longo prazo). Eu ocupo um espaço enorme, certamente, não sobraria espaço pra mais nada. É a verdade. Meus sentimentos ocupam e meus medos também. Sou feita de uma matéria inanimada de uma dor não sentida. Sou egoísta e meus sentimentos, muitas vezes, precipitados. 
Mas entre esse egoísmo e a falta de espaço que me preenche, há uma coisa nova e quase diferente, e sinceramente, eu não espero que isso tudo faça sentido. E se eu nunca disse nada sobre as coisas que passam na minha cabeça, é porque você apareceu e permaneceu de um jeito que tirou as palavras de mim, foi improvável e você acabou se misturando na minha bagunça.
Mas eu também não quero forçar nada, as coisas mais bonitas acontecem naturalmente, ao menos, eu sempre pensei desse modo. Não quero jamais estar com alguém por conveniência ou simplesmente porque é mais cômodo ter alguém pra caminhar do que ter que ir sozinho. Eu quero estar por querer carregar a bagagem até quando eu conseguir, sem garantias, eu quero estar porque a companhia me basta. Porque eu tenho essa mania (feliz ou infeliz) de aceitar as coisas como são. Mania de gostar da escuridão e até do lado mais ruim. Porque gostar vai além das coisas boas e eu não sei gostar pela metade.
Eu não me arrependo, eu assumo e aceito as condições, porque eu preciso achar que estou no caminho certo, mesmo com ideias sem fundamento. E agora, não me interessa saber para onde eu vou, eu só quero ir.

O que eu estava pensando era: Devem existir umas quinhentas como eu, mas como você, eu nunca conheci ninguém